
Jackson Pollock
1912–1956 · Estados Unidos · Expressionismo abstrato
A história
Em 1947, num celeiro convertido em Long Island, Pollock colocou a tela no chão e parou de usar o pincel da forma como os pintores o haviam usado por séculos. Caminhava ao redor da tela, gotejando e lançando tinta esmalte líquida sobre ela, trabalhando de todos os lados. A Europa estava em ruínas após a guerra e o centro da arte ocidental deslizava de Paris para Nova York, e as telas escorridas de Pollock se tornaram o som que a nova pintura americana produzia.
A fama chegou rápido e de forma estranha. Em agosto de 1949, a revista Life publicou uma reportagem com a manchete 'Ele é o maior pintor vivo dos Estados Unidos?'. Da noite para o dia, um pintor abstrato e difícil virou celebridade nacional, papel que ele não soube lidar bem. Lutava contra a bebida desde os vinte e poucos anos, e a pressão, somada ao mito do gênio americano selvagem, pesava sobre o trabalho.
Seu casamento com a pintora Lee Krasner segurou boa parte disso. Ela havia reconhecido seu talento cedo e administrava sua carreira. Os grandes anos do gotejamento foram curtos, entre 1947 e 1950 aproximadamente, e em meados dos anos 1950 ele já pintava pouco e bebia muito. Em agosto de 1956, perto de sua casa em Springs, morreu aos 44 anos ao bater o carro dirigindo embriagado.

