
Maurice Denis
1870–1943 · França · Simbolismo
A história
Aos 20 anos, Maurice Denis escreveu uma frase que estudantes de arte ainda decoram. Lembrem-se, declarou em 1890, de que um quadro, antes de ser um cavalo de guerra, uma mulher nua ou qualquer história, é essencialmente uma superfície plana coberta de cores reunidas numa certa ordem. Em uma linha, o jovem pintor apontara para tudo o que a arte abstrata mais tarde faria com um simples plano de cor.
Denis foi um líder dos Nabis, uma irmandade de jovens pintores franceses que tiraram o nome da palavra hebraica para profetas e tratavam a pintura como algo próximo de um chamado sagrado. Sua obra é plana, padronizada e decorativa, cheia de cenas domésticas quietas e cor luminosa. O próprio Denis era um católico devoto, e boa parte de sua vida foi dedicada a renovar a arte religiosa, que a maioria dos pintores modernos abandonara.
Depois da Primeira Guerra Mundial, ele ajudou a fundar os Ateliers d'Art Sacré, os Ateliês de Arte Sacra, para trazer artistas modernos vivos de volta às igrejas. Decorou muitas ele mesmo, na França e além. Morreu em 1943, em Paris, depois de ser atropelado por um caminhão, ainda trabalhando em encomendas de igrejas na casa dos setenta anos.
