Thomas Eakins

Thomas Eakins

1844–1916 · Estados Unidos · Realismo


A história

Thomas Eakins queria que a arte americana olhasse para o corpo com honestidade, e isso lhe custou caro. Em 1875, na Filadélfia, ele pintou A Clínica Gross, um cirurgião renomado, o dr. Samuel Gross, de mãos ensanguentadas sobre um paciente num anfiteatro cirúrgico de ensino, discursando enquanto corta. O júri da exposição do Centenário de 1876 achou a obra macabra demais para os salões de arte e a pendurou numa mostra de hospital militar.

Eakins havia estudado em Paris e nas salas de dissecação de uma faculdade de medicina, e ensinava como pintava, exigindo que seus alunos na Pennsylvania Academy of the Fine Arts trabalhassem a partir do modelo completamente nu, mulheres inclusive. Em 1886, durante uma aula de anatomia, ele retirou a tanga de um modelo masculino para mostrar um grupo muscular a uma turma que incluía mulheres. A academia o demitiu. Vinte e oito alunos saíram com ele e fundaram sua própria liga de arte.

Ele passou o resto da carreira um tanto à margem, pintando retratos implacáveis de médicos, cientistas e músicos da Filadélfia que muitas vezes não gostavam de como ele os via com tanta clareza, e experimentando a nova fotografia do movimento ao lado de Eadweard Muybridge. O reconhecimento veio quase todo no fim e depois de sua morte, em 1916. A Clínica Gross ficou na Filadélfia, onde em 2007 uma campanha pública a salvou de ser vendida por 68 milhões de dólares.

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Obras

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