
Georges Seurat · PD
Le Chahut
Ficha técnica
A história
Em 1889, enquanto Paris erguia a Torre Eiffel e enchia os cabarés de Montmartre, Seurat pintou um número de cancã visto de baixo, da altura da orquestra. Ele tinha pouco mais de 30 anos e vivia obcecado por uma ideia: a de que linhas ascendentes e cores quentes produzem alegria, tese que tomara emprestada do teórico Charles Henry. Por isso tudo aqui sobe. As pernas das dançarinas, as pontas dos bigodes, o bico do contrabaixo, até os laços dos sapatos apontam para cima, num otimismo quase mecânico. Cada tom foi construído com milhares de pontinhos justapostos, o método que ele chamava de divisionismo. O rosto do espectador de cartola, no canto inferior, foi pintado como uma máscara satisfeita. Seurat morreria menos de dois anos depois, aos 31, e esta foi uma das últimas grandes telas que chegou a terminar.




