
Hasegawa Tōhaku · PD
Pinheiros
Ficha técnica
A história
Por volta de 1595, no Japão do período Momoyama, época de senhores da guerra e biombos cobertos de ouro, Hasegawa Tōhaku fez quase o oposto do que se esperava. Neste par de biombos, hoje considerado Tesouro Nacional japonês, ele pintou apenas pinheiros surgindo e desaparecendo na névoa, em tinta preta sobre o papel nu. Não há cor, não há chão, não há céu: só a bruma e algumas árvores que ora se adensam, ora quase somem. Tōhaku bebeu da pintura chinesa a nanquim e do espírito do zen, em que o vazio diz tanto quanto a forma. Diz-se que ele estudou de perto as obras do mestre Sesshū. O silêncio úmido de uma manhã de floresta está todo ali, feito de tinta e de papel deixado em branco.