
Hieronymus Bosch, Ship of Fools, 1500. Wikimedia Commons. · PD
A Nau dos Loucos
Ficha técnica
A história
Por volta de 1500, um livro alemão fazia enorme sucesso na Europa: A Nau dos Loucos, de Sebastian Brant, que embarcava numa mesma nave todos os tolos do mundo rumo a lugar nenhum. Bosch pintou sua própria versão. Num barquinho que mal se sustenta, um bando de foliões canta e bebe: um monge e duas freiras entoam uma canção, alguém tenta abocanhar um bolo pendurado num mastro, outro já vomita na água. No lugar de vela, uma árvore viva serve de mastro, e no alto espreita a figura de um bobo com seu cetro. É uma sátira da gula, da luxúria e sobretudo do clero que deveria dar o exemplo. A tela é apenas um pedaço de uma obra maior, hoje desmembrada, e sua parte de baixo está em outro museu. O que resta cabe numa cena só, com os passageiros remando com uma concha enquanto o alaúde toca e ninguém repara para onde a nau vai.




