
Edward Burne-Jones · PD
A Árvore do Perdão
Ficha técnica
A história
Burne-Jones já havia pintado este mito uma vez, em 1870, e tinha dado errado. Aquela aquarela mostrava Demofoonte nu, e na Fílis que se agarrava a ele muitos reconheceram Maria Zambaco, a mulher com quem o artista, casado, acabara de viver um caso muito comentado. A obra foi retirada de sua exposição em Londres e Burne-Jones renunciou à sociedade que a havia exibido. 11 anos depois, voltou à mesma história, agora a óleo. Fílis, abandonada e morta, foi transformada em amendoeira e irrompe viva do tronco para agarrar Demofoonte, que retorna com o rosto entre o desejo e o sobressalto. A flor que rompe a madeira nua é a da amendoeira, a primeira árvore a florescer na primavera grega.




