
A história
Besançon pode reivindicar o mais antigo museu público da França, quase um século mais velho que o Louvre. Em 1694 um abade local, Jean-Baptiste Boisot, deixou sua arte e seus livros à cidade com a condição de que fossem abertos ao público dois dias por semana, e esse arranjo faz dele o primeiro verdadeiro museu público que o país teve.
A coleção cresceu muito além dele. Seu gabinete de desenhos chega a milhares de folhas, com obra de Dürer, Rembrandt e Delacroix, e suas pinturas abarcam Bellini, Ticiano, Rubens, Goya e Fragonard, ao lado de boa dose de arqueologia galo-romana desenterrada na região.
Tudo isso fica dentro de um interior marcante: em 1970 um discípulo de Le Corbusier fez subir rampas de concreto bruto pelo antigo mercado coberto que abriga o museu, e uma reforma concluída em 2018 abriu o espaço à luz do dia mantendo aquela ousada estrutura cinzenta.
Acervo
18 obras
A Morte do CervoGustave Courbet, 1867
A Deposição de CristoBronzino, 1543
A Embriaguez de NoéGiovanni Bellini, 1515
Retrato de Adèle BessonPierre-Auguste Renoir, 1918
Adão e EvaLucas Cranach, o Velho, 1510
Retrato de Jean-Baptiste DesdébanJean-Auguste-Dominique Ingres, 1810
A VidenteGustave Courbet, 1855
Os camponeses de Flagey voltando da feiraGustave Courbet, 1850
O riacho de BrêmeGustave Courbet, 1865
CachoeirasGustave Courbet, 1864
Canibais esquartejando vítimasFrancisco Goya, 1800
Canibais contemplando restos humanosFrancisco Goya, 1800
Caçadores na neveGustave Courbet, 1864
Le Puits-NoirGustave Courbet, 1865
Natureza-morta com heraHenri Matisse, 1916
Retrato de um HomemTiciano, 1515
AutorretratoGustave Courbet, 1850
Veneza, a vela amarelaPaul Signac, 1904