A história
Em 1875, o crítico John Ruskin fez algo incomum para um sábio vitoriano: construiu um museu para operários. Por meio de sua Guilda de São Jorge, abriu uma pequena coleção num subúrbio de Sheffield, repleta de aquarelas, minerais e moldes, destinada a elevar o olhar dos homens que moíam o aço no ramo de cutelaria da cidade. Essa Coleção Ruskin sobrevive, hoje exposta na Millennium Gallery, no centro.
Os museus de Sheffield cresceram em torno da indústria que tornou a cidade famosa. Ao lado da arte, há uma das grandes coleções de metalurgia do mundo, que percorre quatro séculos de facas, prataria e utensílios de mesa estampados com o nome Sheffield.
As pinturas ficam a uma curta caminhada dali, na Graves Gallery, uma sala no último andar com arte britânica e europeia doada à cidade na década de 1930 por um empresário local, John George Graves, que fizera fortuna vendendo relógios pelo correio.

