Pintor de Arcesilau

Grécia Antiga · arte grega arcaica


A história

Por volta de 560 a.C., um pintor de Esparta decorou uma taça com uma cena do outro lado do mar. Sob um toldo está sentado Arcesilau II, rei de Cirene, a cidade grega no litoral da Líbia, enquanto seus homens pesam e embalam fardos de mercadorias, talvez sílfio, uma planta medicinal que enriqueceu Cirene. Essa taça, encontrada num túmulo etrusco de Vulci e hoje no Cabinet des Médailles, em Paris, deu ao pintor seu nome moderno.

Ela também confundiu os estudiosos por muito tempo. Cerâmica desse tipo havia aparecido em Cirene e, com um rei africano numa taça e a ninfa Cirene lutando com um leão em outra, ela foi tomada por cirenaica. As escavações britânicas no santuário de Ártemis Órtia, em Esparta, iniciadas em 1906, mostraram que vinha da Lacônia, o território de Esparta. Em 1934, o arqueólogo Arthur Lane identificou esse pintor como uma das primeiras mãos individuais dentro dessa produção.

Ele pintou sobretudo taças, com banquetes e mitos, e numa delas os dois titãs Atlas e Prometeu são castigados lado a lado, um sustentando o céu, o outro com uma águia sobre o fígado.

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Obras

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