
Camille Pissarro
1830–1903 · França · Impressionismo
A história
Pissarro era o mais velho dos impressionistas, mais velho que Monet ou Degas, e o único do grupo a expor nas oito mostras que organizaram entre 1874 e 1886. Pintores mais jovens o tratavam como um mestre. Cézanne dizia que ele fora como um pai; Gauguin estudou sob sua orientação; e seu incentivo chegou até Van Gogh.
A Guerra Franco-Prussiana o surpreendeu em sua casa em Louveciennes, uma vila a oeste de Paris. Ele fugiu para Londres em 1870, e soldados prussianos aquartelados na casa usaram suas telas como tábuas para atravessar o jardim enlameado e como aventais no açougue que montaram lá dentro. Das cerca de 1.500 pinturas de duas décadas de trabalho, apenas umas 40 sobreviveram. Ele voltou e simplesmente recomeçou.
Ficou inquieto quanto ao método a vida toda. Em 1885 conheceu o jovem Georges Seurat e adotou sua técnica minuciosa de pontos, construindo os quadros a partir de pequeníssimos toques de cor pura, antes de julgá-la lenta demais e voltar a um toque impressionista mais solto. Já na casa dos 60 anos, uma infecção crônica nos olhos o impedia de trabalhar ao ar livre, então passou a alugar quartos sobre os bulevares de Paris e Rouen e a pintar as ruas pela janela, sempre as mesmas esquinas, repetidas vezes, conforme a luz mudava ao longo do dia.




