
Gustave Caillebotte
1848–1894 · França · Impressionismo
A história
Gustave Caillebotte podia pintar o que bem quisesse. Nascido em 1848 numa rica família parisiense, nunca precisou vender um quadro, e gastou parte da fortuna comprando obras de amigos que o establishment artístico ainda desprezava, os impressionistas.
Suas próprias pinturas eram mais nítidas e mais frias do que as deles. Os Raspadores de Assoalho, de 1875, mostra três operários sem camisa aplainando um piso de parquete, uma das primeiras pinturas sérias do trabalho urbano, e Rua de Paris, Dia Chuvoso, de 1877, dispõe casais que passeiam sob guarda-chuvas contra um largo cruzamento cinzento, montado sobre uma perspectiva ousada, quase fotográfica. Ele também ajudou a organizar e a custear as exposições impressionistas.
O legado duradouro veio no testamento. Caillebotte morreu em 1894, com apenas 45 anos, e deixou ao Estado francês sua coleção de cerca de 68 quadros de Monet, Renoir, Pissarro, Degas, Cézanne e outros, numa época em que as autoridades ainda torciam o nariz para eles. Depois de dura negociação, o governo aceitou 38, e em 1897 eles foram expostos ao público em Paris, as primeiras obras impressionistas mostradas num museu estatal francês. Muitas estão hoje no Museu d'Orsay.





