Makron

Grécia Antiga · arte grega arcaica


A história

Makron assinou o próprio nome uma única vez. A assinatura aparece num vaso fundo para beber que hoje está em Boston, pintado por volta de 490 a 480 a.C., em que, de um lado, Páris leva Helena embora de Esparta e, do outro, o marido dela, Menelau, a reencontra enquanto Troia cai. Ao lado aparece um segundo nome, Híeron, o oleiro que fez o vaso.

Essa parceria marcou toda a sua carreira. O arqueólogo alemão Adolf Furtwängler foi o primeiro a ligar os dois homens, e o estudioso de Oxford John Beazley mostrou depois que Makron pintou quase todos os vasos que trazem a assinatura de Híeron. Os pintores atenienses muitas vezes passavam de uma oficina para outra. Makron, até onde se sabe, ficou numa só.

Ele foi também extremamente produtivo. Beazley lhe atribuiu cerca de 350 vasos, quase todos taças, e contagens posteriores chegam ainda mais longe. Pintou a vida dos atenienses nas horas de lazer, banquetes e foliões, atletas e rapazes fazendo a corte, além de deuses e das histórias de Troia. O que os especialistas mais destacam é o seu panejamento, tecidos finos que caem em muitas dobras delicadas e balançam com o movimento do corpo.

Muitas de suas taças viajaram para o oeste, até os etruscos. Uma cena de libação feita por ele, hoje no Louvre, foi encontrada em Vulci.

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Obras

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