
Suze Robertson
1855–1922 · Reino dos Países Baixos · Amsterdamse Joffers
A história
Dando aula de desenho para meninas em Roterdã, por volta de 1880, Suze Robertson deu o que falar ao exigir que suas alunas pudessem trabalhar com o modelo nu. Tinha pouco mais de vinte anos, ensinava durante a semana e nos domingos ia a Haia para as lições do pintor Petrus van der Velden.
Em 1882 abandonou o ensino. O que pintou depois é escuro e muito carregado de massa — mulheres curvadas sobre a costura, descascando batatas, de pé na soleira de uma casa de fazenda, a tinta trabalhada até as figuras terem peso de verdade. Os críticos chamaram os quadros de pouco femininos e estranharam uma maneira que descreviam como masculina vinda de uma mulher. Costuma ser contada entre as Amsterdamse Joffers, o círculo de pintoras de Amsterdã, embora fosse mais velha que as outras e casada desde 1892 com o pintor Richard Bisschop.
Ela se formou a partir de 1874 na academia de Haia com Jan Philip Koelman, pintor de história, e ali ganhou uma medalha de bronze e duas de prata. Depois vieram a entrada no Pulchri Studio, em Haia, e no Arti et Amicitiae, em Amsterdã, as duas sociedades que comandavam a vida artística holandesa, e uma medalha de bronze na Exposição Universal de Paris de 1900. Em 1907 uma de suas telas foi vendida por 10.000 florins, perto de um recorde para um pintor holandês vivo. Seu "Interior de uma casa de fazenda" está no Museu Van Gogh.