
Winslow Homer
1836–1910 · Estados Unidos · Realismo
A história
Antes de ser um pintor do mar, Winslow Homer era um repórter de lápis na mão. No início da década de 1860, a revista Harper's Weekly o enviou à frente da Guerra Civil Americana, e ele desenhou os acampamentos da União, o tédio e os atiradores de elite, mandando os desenhos para o norte para serem convertidos em gravuras em madeira. Quase não tinha formação acadêmica e nunca perdeu de fato aquela franqueza de repórter.
Depois da guerra, pintou a vida americana em plena luz do dia: crianças de escola, moças do campo, comunidades negras no Sul reconstruído, homens e mulheres à beira-mar. Uma temporada na costa varrida pelo vento da Inglaterra, no começo da década de 1880, voltou-o para temas mais duros, os pescadores e o perigo da água.
Estabeleceu-se em Prouts Neck, no Maine, num ateliê perto o bastante do Atlântico para sentir as tempestades, e pintou as ondas quebrando na rocha com um peso que poucos haviam alcançado antes. Nos invernos, fugia para a Flórida, Cuba e as Bahamas, onde fez aquarelas brilhantes de águas turquesa e barqueiros negros, algumas das obras mais frescas de sua mão.
Ainda pintava o mar do Maine quando morreu ali em 1910, aos 74 anos, sozinho no ateliê sobre as rochas.



