
Winslow Homer · PD
A Corrente do Golfo
Ficha técnica
A história
Winslow Homer pintou este quadro em 1899, depois de passar alguns invernos nas Bahamas e em Cuba. No convés de uma escuna sem mastro nem leme jaz um marinheiro negro; ao redor do barco rondam tubarões e, à esquerda, uma tromba-d'água avança pelo horizonte. A Corrente do Golfo, a mesma água quente que dá título à obra, o arrasta para o mar aberto. A cena perturbou o público, e os marchands perguntavam o que seria do homem. Homer respondia, seco e zombeteiro, que se tranquilizassem aquelas senhoras aflitas: ele não vai morrer, será recolhido e devolvido a casa. Em 1906, antes de vender a tela, o pintor a retomou e acrescentou no horizonte distante um veleiro quase invisível, um indício de resgate que antes não existia. Foi então que o Metropolitan de Nova York a adquiriu. Repare na borda direita: entre as ondas despontam, rosados, alguns talos de cana-de-açúcar, a carga arrancada do navio perdido.




