
Alegoria da Vitória
Ficha técnica
A história
Esta tela reapareceu na década de 1960, num castelo de família. Jacqueline Pruvost-Auzas, diretora dos museus de Orléans, preparava uma exposição pelo bicentenário do pintor neoclássico Anne-Louis Girodet, prevista para 1967, e foi visitar seus descendentes no castelo de Cheneviery, na Sologne. A Vitória estava lá. Quatro anos depois, em 1971, o Louvre a comprou com a ajuda da Sociedade dos Amigos do Louvre.
Até hoje é a única alegoria conhecida dos irmãos Le Nain. A figura alada, de elmo com plumas, pisa um homem caído cujo corpo termina em cauda de serpente. O catálogo do Louvre o lê como o Engano ou a Traição e sugere uma ligação com o cerco de La Rochelle, em 1627 e 1628, quando a cidade protestante fechou as portas ao rei. Radiografias mostram que a Vitória foi pintada sobre uma Sagrada Família anterior, com São João e Santa Isabel.