
Camille Pissarro · PD
Manhã, outono, Éragny
Ficha técnica
A história
1892 foi o ano em que a sorte de Pissarro finalmente virou, e este pomar está bem no centro desse momento. Em janeiro, uma grande exposição de seu trabalho na galeria Durand-Ruel, em Paris, foi bem, tanto com a crítica quanto com os compradores. E em julho ele pôde enfim comprar a casa de Éragny que a família alugava havia oito anos, com um empréstimo de 15.000 francos do velho amigo Monet, que morava perto, em Giverny. Aquilo o deixava pouco à vontade. Anarquista convicto, resistia à ideia de possuir qualquer propriedade e ficava ainda mais incomodado por dever esse dinheiro a um amigo. As macieiras que vemos aqui cresciam no terreno que ele acabara de comprar. Nessa altura já havia deixado de lado a minuciosa técnica de pontinhos que experimentara alguns anos antes e voltado à pincelada mais solta e rápida destas folhas de outono.




