
Camilo
Ficha técnica
A história
Num sacrifício romano o sacerdote não ficava sozinho. Ao seu lado estava um camilo, um menino que levava os vasos rituais e os entregava no momento certo, e o costume exigia que fosse nascido livre e tivesse pai e mãe ainda vivos. Este bronze mostra um deles, de túnica curta com mangas, presa por um cinto, e sandálias nos pés. Os olhos são incrustados de prata, e duas tiras de cobre descem pela túnica imitando as faixas de púrpura de quem participava do rito.
O catálogo do museu aponta uma mistura curiosa. A postura segue o esquema clássico do escultor Policleto, com o peso apoiado numa perna, enquanto o rosto, os cabelos e as sobrancelhas seguem modelos clássicos de deusas. A pose talvez venha até de uma estátua de Hebe, a copeira dos deuses, feita para o templo de Hera em Argos. Em Roma a estátua era conhecida por um apelido feminino, la Zingara, a cigana.
O museu a data do século I d.C. Chegou ao Capitólio em 1471 com os outros bronzes do Latrão, e deixou a colina pela primeira vez em 2008, emprestada a uma exposição em Mântua.




