
Centauro de Vulci
Ficha técnica
A história
De frente, é um jovem barbado que avança devagar, os braços junto ao corpo, os cabelos longos penteados com cuidado, com uma fileira de cachos sobre a testa. De perfil, um corpo de cavalo se une às suas costas. Centauros com as pernas dianteiras inteiramente humanas, como este, são menos comuns do que o conhecido cavalo com tronco de homem, embora artistas gregos e etruscos tenham usado as duas formas.
Ele foi esculpido em Vulci por volta de 590 a 580 a.C. para guardar um túmulo, e não teve sorte. Quando o arqueólogo Goffredo Bendinelli o encontrou, em 1919, o túmulo tinha sido saqueado e a estátua estava partida em duas, jogada para fora do corredor de entrada junto com o entulho, sem a base e sem a parte de baixo das pernas. Tentando entender o que um centauro fazia num túmulo, Bendinelli recorreu à Eneida de Virgílio e ao Inferno de Dante, que põem centauros no mundo dos mortos.