
Jusepe de Ribera · PD
Sileno ébrio
Ficha técnica
A história
Nápoles, 1626. Jusepe de Ribera, um espanhol de Xàtiva já radicado numa cidade então governada pela coroa espanhola, assinou esta tela com um orgulho quase desafiador. Embaixo, num papel pintado como se estivesse rasgado, escreveu em latim que era espanhol, valenciano e acadêmico romano, trabalhando em Partenope, o antigo nome de Nápoles. A cena, porém, nada tem de nobre: o velho Sileno, aio e companheiro de Baco, aparece caído de costas, inchado e bêbado, enquanto um sátiro torna a encher sua taça e Pã o coroa de folhas de parreira. Dois anos depois, Ribera repetiu a mesma composição numa água-forte, tida como a melhor gravura que fez.




