
Edvard Munch · PD
Elisabeth Förster-Nietzsche
Ficha técnica
A história
Em 1905, o banqueiro sueco Ernest Thiel pediu a Edvard Munch um retrato de Friedrich Nietzsche, morto cinco anos antes. A ideia partiu da irmã do filósofo, Elisabeth Förster-Nietzsche, que dirigia o arquivo do irmão em Weimar e foi quem aproximou os dois. Munch a visitou em Weimar e pintou também a ela, de pé, de corpo inteiro. Thiel, que traduziu ele próprio Nietzsche para o sueco, era então o grande mecenas do arquivo e doou a ele 300 mil marcos. A amizade não durou. Elisabeth, ao contrário do irmão, era antissemita e mais tarde se tornou uma nazista convicta, e Thiel, de origem judaica pelo lado materno, rompeu com ela depois que os nazistas chegaram ao poder. Munch pintou duas versões deste retrato. A maior está no Museu Munch, em Oslo. Esta foi para a casa de Thiel na ilha de Djurgården, em Estocolmo, que o Estado sueco comprou em 1924 com toda a coleção, incluindo o retrato de Nietzsche.




