Epitáfio do abade Siluan

Epitáfio do abade Siluan


Ficha técnica

Ano
1437
Técnica
bordado em seda com fio de prata e prata dourada e pérolas sobre seda
Dimensões
156 × 240 cm

A história

O nome de quem encomendou este bordado está costurado na própria peça, na inscrição que corre pela borda. É Siluan, abade do mosteiro de Neamț, no norte da Moldávia, que o ofereceu à sua comunidade em 1437. Os monges o bordaram na oficina do próprio mosteiro, com seda colorida e fios de prata e de prata dourada, e contornaram as figuras principais com pequenas pérolas. É um epitáfio, o sudário de Cristo levado em procissão na Sexta-feira Santa e depois estendido para a veneração dos fiéis, e por isso tem cerca de dois metros e meio de comprimento. Cristo aparece deitado sobre o que o museu chama de pedra vermelha de Éfeso. A Virgem, sentada junto à cabeça dele, se inclina até quase encostar o rosto no do filho. Aos pés, uma mulher leva as duas mãos aos cabelos em sinal de luto, no lugar que costuma caber a são João nessas cenas. Cinco anjos cercam o corpo, e nos cantos estão os símbolos dos quatro evangelistas. A Moldávia vivia então anos instáveis. O príncipe Alexandre, o Bom, tinha morrido em 1432, e dois de seus filhos acabavam de dividir o país entre si depois de disputar o trono. Um epitáfio mais antigo, encomendado em 1428 pelo metropolita da Moldávia, se perdeu na Segunda Guerra Mundial, o que faz do de Siluan o mais antigo epitáfio moldavo datado que sobreviveu.

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