Taça de olhos com Odisseu escapando de Polifemo

Taça de olhos com Odisseu escapando de Polifemo


Ficha técnica

Artista
Oltos
Técnica
argila, figuras vermelhas áticas
Tipo
vaso

A história

No meio da taça, um sátiro, companheiro do deus do vinho, carrega um odre. Do lado de fora, dois grandes olhos pintados faziam da taça uma espécie de máscara quando alguém a erguia para beber. Entre os olhos de um lado, Odisseu foge da caverna do ciclope Polifemo agarrado à barriga de um grande carneiro. Na Odisseia, o gigante cego apalpa o dorso das ovelhas que saem para o pasto e não percebe o homem escondido embaixo. Do outro lado, um cavalo ocupa o espaço entre os olhos.

A taça foi encontrada em 1998 em Vulci, num túmulo que os escavadores batizaram com o nome do kottabos, o jogo de banquete em que se atiravam as últimas gotas de vinho da taça contra um alvo. O museu a atribui a Oltos, pintor ateniense do fim do século VI a.C. O Arquivo Beazley, de Oxford, é mais cauteloso e a considera apenas comparável à obra dele. Uma pista está no medalhão interno, as palavras Memnon kalos, "Mêmnon é belo", um nome de elogio que aparece quase só em taças de Oltos. Em 2022, a peça foi emprestada a Gela, na Sicília, para uma exposição sobre Odisseu na ilha onde os autores antigos situavam os ciclopes.

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