Estela funerária de Batikleia

Estela funerária de Batikleia


Ficha técnica

Artista
Escultor grego desconhecido (período helenístico)
Ano
-188
Técnica
calcário, baixo-relevo, restos de reboco branco e de pintura azul e vermelha
Tipo
escultura
Dimensões
56 × 121 cm

A história

Tanagra, uma cidadezinha da Beócia ao norte de Atenas, ficou famosa nos anos 1870, quando os camponeses do lugar começaram a escavar as necrópoles antigas e a tirar delas, aos milhares, estatuetas de terracota pintada, que os comerciantes venderam pela Europa inteira. Da mesma terra saíram também lápides. Esta é a parte de cima de uma delas, encontrada em Tanagra e comprada pelo Louvre em 1900. Só resta o coroamento, uma laje de calcário com mais de um metro de largura. No frontão baixo, dois tritões, criaturas marinhas metade homem e metade peixe, ladeiam um túmulo de terra. Embaixo corre um friso dórico de seis métopas com jarros de água, taças de libação e rosetas, e mais abaixo um ramado de folhas e flores. Sobre os tritões e as flores restam vestígios de reboco branco e de tinta azul e vermelha.

Sob o friso há um único nome gravado em grandes letras gregas, Bathyklea. As lápides beócias dessa época muitas vezes traziam só isso, o nome do morto no nominativo, sem o nome do pai e sem versos. A pedra é de algum momento entre 225 e 150 a.C., e em 2003 foi exposta na mostra do Louvre dedicada a Tanagra, ao lado das estatuetas.

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