
Mársias pendurado
Ficha técnica
A história
Segundo o mito, o sátiro Mársias encontrou uma flauta dupla que a deusa Atena havia jogado fora, aprendeu sozinho a tocá-la e ousou desafiar Apolo, deus da música. Perdeu, e Apolo mandou esfolá-lo vivo. Aqui ele pende de uma árvore pelos pulsos, os braços esticados acima da cabeça, com todo o peso do corpo puxando para baixo enquanto espera a faca.
A maioria dos estudiosos liga a composição a Pérgamo, na Ásia Menor, onde, no fim do século III ou no início do século II a.C., escultores reuniram num só grupo Apolo, o sátiro pendurado e o escravo cita com a faca. As oficinas romanas copiaram a figura muitas vezes, e os arqueólogos distinguem um Mársias branco e um Mársias vermelho. Esta cópia pertence ao tipo branco, o mais contido, em mármore claro. O tipo vermelho se contorce com mais violência e era muitas vezes talhado em pavonazzetto, um mármore de veios arroxeados extraído na Frígia. No mito, a Frígia era a terra natal de Mársias, e lá corria um rio com o seu nome.
O torso tem 128 centímetros de altura. Os braços, as duas pernas abaixo do joelho e a cauda se perderam e nunca foram restaurados.




