
A ceifa do feno
Ficha técnica
A história
Paris, maio de 1887, no Palais des Champs-Élysées. Lhermitte pendurou esta tela de mais de dois metros de largura no Salão daquele ano, com o número 1519 do catálogo, e a mostra ficou aberta até 30 de junho.
A cena é uma pausa. A família parou de fazer o feno para comer e descansar, e do esforço recém-terminado não sobrou vestígio algum. O próprio museu descreve esse campo como idealizado. Era o campo que o público queria ver, e Lhermitte vivia bem disso.
Por baixo do ar cotidiano há uma armação bem calculada. As cabeças formam um semicírculo que leva o olhar de um rosto a outro e depois para o fundo do prado. Estão reunidas ali três idades, a infância, os anos de trabalho e a velhice, e o velho em primeiro plano segura uma foice grande, objeto que na pintura antiga apontava o tempo que se esgota.