
Bartolomé Esteban Murillo · PD
José e a mulher de Potifar
Ficha técnica
A história
Por volta de 1640, Murillo ainda era um pintor jovem em Sevilha, muito antes das Virgens suaves que depois fariam sua fama. Esta obra pertence a esse momento inicial. Ela retoma um episódio do Gênesis e escolhe o instante da acusação: a mulher de Potifar diz ao marido que José a atacou, depois de ele ter recusado suas investidas e fugido. A cena é organizada quase como teatro. Potifar se inclina para ouvi-la. José fica à parte, separado do casal pela cama, com os olhos erguidos em vez de tentar se defender. O aposento afunda numa sombra espessa, enquanto figuras e gestos recebem uma luz dura e precisa. Essa intensidade dramática costuma surpreender quem associa Murillo sobretudo a imagens religiosas mais doces. No chão, a capa deixada por José está presa sob o pé da mulher.




