Cratera com íbices de cada lado de uma palmeira

Cratera com íbices de cada lado de uma palmeira


Ficha técnica

Artista
Oleiro minoico desconhecido (Minoico Recente III)
Ano
-1348
Técnica
argila, pintura lustrosa castanho-avermelhada sobre engobe bege
Tipo
vaso

A história

Em janeiro de 1895, Ahmet Effendi Mostaixakis, professor da aldeia turca de Ligortyno, no centro-sul de Creta, encontrou um túmulo de câmara na encosta perto da aldeia. Creta ainda fazia parte do Império Otomano. Mais tarde apareceu um segundo túmulo ao lado, e esta cratera estava no fundo dele, de frente para a entrada. Arthur Evans foi ver os achados em 1896, anos antes de escavar Cnossos, mas quem os comprou foi o estudioso francês Charles Clermont-Ganneau, para a Académie des Inscriptions de Paris, e em novembro de 1896 eles entraram no Louvre.

No lado principal, duas cabras selvagens de Creta, os agrimia, se erguem sobre as patas traseiras dos dois lados de uma palmeira com um pássaro no topo, entre flores e um peixe. Uma é jovem, a outra mais velha e barbada, e ao lado dela está um cabritinho. A arqueóloga Anna Lucia D'Agata leu essas três idades como as gerações de uma família, uma imagem bem adequada a um túmulo.

O Louvre data a cratera do século 14 a.C. D'Agata a coloca um pouco depois, no início do século 13.

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