
Le Passant · CC-BY-SA-4.0
A raia
Ficha técnica
A história
1923 é o ano em que a situação de Soutine virou. O colecionador americano Albert Barnes viu as telas dele em Paris e comprou algo entre 50 e 60 de uma vez só. Até ali ele vendia quase nada e vivia de adiantamentos do marchand Léopold Zborowski, num quarto de ateliê emprestado. A raia aberta e pendurada é um assunto que ele foi buscar no Louvre. Chardin tinha pintado uma raia assim em 1728, escancarada na parede acima da mesa de cozinha, e essa tela era um dos quadros que Soutine ia ver de perto. Nos anos seguintes ele voltaria várias vezes à carne pendurada, até a série de carcaças de boi de 1925, feita com peças compradas no açougue e levadas para o ateliê. A raia de Chardin, pintada quase dois séculos antes, continua no Louvre.




