
Madona Advocata
Ficha técnica
A história
Em 1660, uma visita pastoral às monjas beneditinas de Santa Maria in Campo Marzio, em Roma, registrou uma imagem da Virgem trazida da Grécia pelas primeiras religiosas do convento. É este painel, que o museu considera a pintura mais antiga de seu acervo. Ele o cataloga como obra de um pintor romano, e os estudiosos sugeriram que seja a cópia de um original perdido vindo de Constantinopla, que o convento teria possuído. Sobre a data ainda não há acordo. A maioria a situa no século XII. Um estudo a recuou para o terceiro quarto do século XI, outros a levaram para meados ou para o fim do XII, ou mesmo o início do XIII, e o museu mantém todo o intervalo. O tipo é o da Advocata, a intercessora. Maria se volta de três quartos, uma mão no peito e a outra erguida e aberta, no gesto de quem suplica pelos fiéis. As figuras chapadas e a cor aplicada em campos fechados por linhas firmes seguem modelos bizantinos. Incomum é o pequeno Cristo no alto à esquerda, que abençoa à maneira grega e toca a auréola da mãe. Embaixo corre a inscrição latina Sancta Virgo Virginum, santa Virgem das virgens, um título que combinava com as monjas que a guardavam. Elas lhe atribuíam ter apagado um incêndio no convento, e em 12 de setembro de 1668 o Cabido de São Pedro a coroou.