
Retrato de mulher, conhecido como “A Europeia”
Ficha técnica
A história
No ano 130, o imperador Adriano viajava pelo Nilo quando seu jovem favorito, Antínoo, se afogou no rio. Perto dali, no lugar de uma cidade egípcia mais antiga, Adriano fundou uma cidade com o nome dele, Antinoópolis, e diz-se que este retrato vem de lá. As provas são o estilo e a palavra do comerciante que o vendeu ao Louvre em 1951. O museu o data entre 100 e 150.
Ele foi pintado em encáustica, com cores misturadas à cera quente, sobre uma fina tábua de cedro, e encaixado nas faixas de linho de uma múmia, sobre o rosto da mulher morta. No verso ainda há restos de faixas e de resina. O ouro foi aplicado depois de a pintura estar pronta, nas joias e em volta do pescoço. O apelido, a Europeia, é moderno. Foi dado a ela por causa da pele clara.