
Anthony van Dyck / Peter Paul Rubens · PD
Retrato de Jean Charles de Cordes
Ficha técnica
A história
O verso da tábua de carvalho traz, escritos à mão, o nome e os títulos do retratado, Jean Charles de Cordes, escudeiro, senhor de Wichelen. Em muitos retratos desse período a identificação é apenas uma tradição herdada. Aqui ela está no próprio objeto. Dentro da pintura havia também um brasão, depois coberto com tinta cinza, e as radiografias feitas em Bruxelas ainda leem o desenho por baixo.
O quadro é de cerca de 1618, nono ano da trégua entre a Espanha e as Províncias Unidas, quando as famílias ricas de Antuérpia voltaram a encomendar retratos. Quem o pintou segue em aberto desde o século XVIII. Os Museus Reais de Belas Artes da Bélgica registram a tábua sob dois nomes ao mesmo tempo, Peter Paul Rubens ou Antoon van Dyck. Ela entrou no museu em 1874, junto com o par, o retrato de sua mulher Jacqueline van Caestre.




