
Relevo de Rahotep
Ficha técnica
A história
Quem conhece o nome de Rahotep costuma conhecê-lo por um par de estátuas pintadas encontradas em 1871, o príncipe e sua esposa Nofret sentados lado a lado, com olhos incrustados de pedra. Aquelas estátuas ficaram no Egito. Este relevo vem do mesmo homem. O Louvre registra como local de achado a mastaba de Rahotep em Meidum, a necrópole ao lado da pirâmide do rei Snefru, que provavelmente era seu pai, e o data dos reinados de Snefru ou de seu filho Quéops, há mais de 4600 anos.
Entre os títulos de Rahotep estava o de sumo sacerdote de Rá em Heliópolis. Aqui ele aparece de pé, esculpido em relevo, com o braço esquerdo à frente, peruca curta encaracolada, colar, bracelete e pele de pantera, segurando um bastão longo e o cetro kherep, emblema de comando. Restam vestígios de tinta vermelha e preta. O bloco chegou ao museu em dois fragmentos, hoje reunidos, e outras partes de sua capela funerária estão no Museu Britânico. O duque de Trévise o comprou do colecionador Max Herz, arquiteto que trabalhava no Cairo, e o doou ao Louvre em 1913 por meio da Sociedade dos Amigos do Louvre.


