
Santa Inês
Ficha técnica
A história
Na galeria que Annibale Carracci e sua oficina pintaram no Palácio Farnese, em Roma, sobre a porta de entrada, uma jovem aparece sentada ao lado de um unicórnio branco. No século XVII, os biógrafos de artistas Giovan Pietro Bellori e Carlo Cesare Malvasia contaram que esse afresco foi pintado pelo jovem Domenichino a partir de um cartão de Annibale, um desenho preparatório em tamanho real. Boa parte da crítica moderna duvidou da história e deu o afresco a outros pintores do círculo dos Carracci. Esta Santa Inês trouxe o cartão de volta à discussão. Quando um decalque com os contornos do afresco foi sobreposto à tela, perfis e proporções coincidiram exatamente. O mesmo desenho serviu duas vezes, na parede e aqui, e a dama do unicórnio virou santa. O museu data o quadro entre 1606 e 1610. Em julho de 1661, o cardeal Flavio Chigi, sobrinho do papa Alexandre VII, comprou-o por 50 escudos, um preço respeitável, de um banqueiro florentino estabelecido em Roma, como obra de Domenichino "com sua paisagem". O Estado italiano adquiriu a coleção Chigi em 1918, e a santa passou quase um século no Palácio Chigi, sede da presidência do Conselho de Ministros, até chegar ao museu em 2017.




