Santa Inês e santa Domitila

Santa Inês e santa Domitila


Ficha técnica

Ano
1368
Técnica
têmpera e folha de ouro sobre madeira
Tipo
pintura

A história

As duas tábuas são ligadas por dobradiças, de modo que o par se fecha como um livro e pode ser levado de um lugar a outro. Um díptico assim servia à oração particular, numa casa, na cela de uma freira ou numa capela pequena. Os halos dourados trazem os nomes escritos, para que ninguém se engane, Santa Inês mártir e Santa Domitila virgem.

As duas pertencem aos primeiros séculos da Roma cristã. Inês, segundo a tradição uma menina de 12 ou 13 anos, morreu nas perseguições do início do século 4. Domitila, pelo que conta sua lenda, era uma nobre aparentada com o imperador Domiciano, exilada numa ilha por causa da fé e depois executada.

Em 1913 as tábuas foram descritas como obra à maneira de Orcagna, o pintor florentino de maior peso daquela geração. Em 1932 o conhecedor americano Bernard Berenson atribuiu-as a Andrea di Bonaiuto, e a maioria dos estudiosos o seguiu, embora alguns vejam um colaborador sienês trabalhando ao lado dele. O Estado italiano comprou o díptico em 1900 do grande hospital florentino de Santa Maria Nuova e o mandou direto para a Accademia.

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