
Os santos Crispim e Crispiniano em sua oficina de sapateiro
Ficha técnica
A história
Uma oficina de sapateiro com teto abobadado, por volta de 1520, e dois santos trabalhando nela como artesãos comuns. Crispim e Crispiniano, conta a lenda, eram irmãos de uma família nobre romana que no século III fugiram da perseguição para Soissons. Lá pregavam e, à noite, faziam sapatos, ganhando o bastante para viver e ajudar os pobres. Só as auréolas mostram quem são. Uma é do homem de manto com gola de pele, sentado com couro preto no colo, que aponta para a bancada. A outra é do mais velho, que se debruça sobre a mesa e corta o couro com uma faca curva. O aprendiz no banquinho não tem auréola e puxa a linha com força. Na frente, um velho descalço, de bengala e com a perna enfaixada, se inclina para dentro. Lá em cima, numa viga do telhado, está encolhido um camundongo branco.
