
Estela de Huy com Qadesh, Min e Reshef
Ficha técnica
A história
A deusa nua de pé sobre um leão, no alto desta estela, chegou ao Egito vinda de fora. É Qadesh, uma deusa da Síria e de Canaã, e ela nos olha de frente, coisa que a arte egípcia raramente permitia a uma figura. Usa a peruca encaracolada da deusa egípcia Hathor, com um crescente e um disco por cima, e segura flores numa mão e uma serpente na outra. O nome vem de uma palavra semítica que quer dizer santa e não tem nada a ver com Kadesh, a cidade síria onde Ramsés II lutou contra os hititas. Ao lado dela estão Min, o deus egípcio da fertilidade, e Reshef, um deus sírio da guerra e da peste adotado pelo culto egípcio, aqui com a coroa branca do Alto Egito.
Embaixo, dois homens rezam ajoelhados. O dono, Huy, diz-se servidor no Lugar da Verdade, o título dos operários que escavavam e pintavam os túmulos reais do Vale dos Reis e moravam na aldeia hoje chamada Deir el-Medina. Os parentes citados na pedra situam a estela nos reinados de Seti I e Ramsés II, quando exércitos e funcionários egípcios guerreavam e governavam até bem dentro da Síria e de Canaã. No verso, as mulheres da casa se ajoelham em fileiras com vasos e sistros, entre elas a esposa dele, Takharu.
Chegou ao Louvre em 1826 com a coleção de Henry Salt, o cônsul-geral britânico no Egito.




