
Estela do marinheiro Huy em adoração a Osíris e ao divinizado Amenhotep I
Ficha técnica
A história
Atrás de Osíris, na cena de cima, está um homem que um dia foi rei de verdade. Amenhotep I, o segundo soberano da 18ª dinastia, estava morto havia gerações quando esta pedra foi esculpida, e aqui usa a coroa azul e segura o cetro heqa e o sinal da vida. Depois da morte foi venerado como um deus, sobretudo na margem oeste de Tebas, junto com a mãe, a rainha Ahmose-Nefertari, e os operários que escavavam os túmulos reais no Vale dos Reis o tomaram como patrono. Nesta estela ele está ao lado do deus dos mortos, pronto para ouvir as preces de uma família comum.
O homem que reza a eles é Huy, a quem a inscrição chama de marinheiro, com duas mulheres ao lado. A lista de nomes do Louvre inclui sua esposa Papa e outras pessoas chamadas Our, Mutnefer, Ab, Bak e Nebet. Mais abaixo, dois casais sentados se encaram em banquetes funerários simétricos, servidos por figuras de pé, e no registro inferior um casal está sentado no chão diante de uma mesa de oferendas. A pedra está quebrada, e parte da família se foi com os pedaços que faltam.




