
O Êxtase de São Francisco
Ficha técnica
A história
Numa coleção principesca do fim do século XVII, ter um Rubens valia muito. Este São Francisco entrou na coleção dos Médici como um Rubens, entre as pinturas do grão-príncipe Ferdinando, herdeiro da Toscana, e os inventários da casa registraram assim.
Os estudiosos de Rubens aceitaram o nome por gerações. Um deles colocou a tela nos anos italianos do pintor, outro por volta de 1615. No século XX o julgamento se inverteu, e no início dos anos 1970 o catálogo dos santos de Rubens já não incluía a obra.
A prova estava na própria tela. Numa limpeza feita para uma exposição apareceu, no canto inferior esquerdo, uma assinatura em maiúsculas, P VMOL. Pieter van Mol era de Antuérpia, formou-se dentro da maneira de Rubens e passou a segunda parte da carreira em Paris. Data o museu não arrisca. A ficha diz apenas século XVII e argumenta que a pintura vem depois dos quadros que van Mol fez para os carmelitas de Vaugirard, nos arredores de Paris.