
A queda dos anjos rebeldes
Ficha técnica
A história
No alto do painel, Deus aparece entronizado entre serafins vermelhos, e abaixo dele se estende o coro celeste, duas longas fileiras de assentos. De um lado, os lugares estão ocupados por anjos. Do outro, estão vazios. Quem se sentava ali são as figuras que despencam pelo fundo dourado, perseguidas pelos anjos fiéis, e que, enquanto caem, perdem a cor e se transformam em demônios negros com garras, amontoados sobre um globo escuro na parte de baixo.
É muito drama para uma pintura de 64 centímetros de altura, feita em Siena por volta de 1340. Cerca de 70 anos depois, os irmãos Limbourg, iluministas a serviço do duque de Berry, pintaram o mesmo tema nas Très Riches Heures, e os estudiosos franceses veem nessa página um eco deste painel, onde os assentos do coro dos anjos também estão meio vazios.
