
Karl Bryullov · PD
O Último Dia de Pompeia
Ficha técnica
A história
Karl Briúllov era um pintor russo que vivia na Itália quando visitou as ruínas de Pompeia, a cidade soterrada pela erupção do Vesúvio no ano 79. Impressionado, passou seis anos trabalhando nesta tela enorme, terminada em 1833. Ela mostra o instante do desastre, com o céu rasgado por raios, colunas desabando e famílias tentando fugir por uma rua sob a chuva de cinzas. Cada grupo conta uma pequena tragédia, com filhos carregando pais idosos, uma mãe protegendo as crianças, uma noiva caída. Entre a multidão, à esquerda, um homem segura na cabeça uma caixa de pincéis e tintas; é o próprio Briúllov, que se retratou como um pintor apanhado pela catástrofe. A obra virou um acontecimento europeu. Foi exposta em Roma, em Milão e em Paris, e o escritor Walter Scott teria passado horas diante dela. Levada à Rússia, arrebatou Púchkin e Gógol, que a saudaram como o orgulho da nova pintura russa. Briúllov cuidou para que as poses e as roupas correspondessem ao que os arqueólogos vinham desenterrando em Pompeia naqueles anos.



