
Sailko · PD
O advogado (tio Dominique)
Ficha técnica
A história
Entre outubro de 1866 e o começo de 1867, de volta a Aix, Cézanne pintou cerca de dez vezes o irmão de sua mãe, Dominique Aubert, um oficial de justiça. O sobrinho gostava de fantasiá-lo. Numa tela ele aparece como monge de hábito branco. Nesta faz o papel de advogado, de toga preta e barrete, com uma das mãos erguida como no meio de uma defesa. A tinta foi aplicada com espátula em camadas grossas, bem visíveis no rosto e nos dedos. O escritor Antony Valabrègue, amigo de Aix, contou que a cada tarde surgia um novo retrato do tio. Na primavera daquele ano, o júri do Salão havia recusado Cézanne de novo, e ele escrevera ao superintendente de Belas-Artes pedindo uma nova exposição das obras recusadas. Em 1907, um ano depois da morte do pintor, esta tela recebeu o número um na retrospectiva de Cézanne no Salão de Outono.




