
Caspar David Friedrich · PD
O Monge à Beira-Mar
Ficha técnica
A história
Quase nada acontece nesta tela, e era esse o choque. Uma faixa estreita de praia clara embaixo, um mar escuro, e acima disso um céu enorme que ocupa quase tudo. Num ponto, minúscula, uma única figura, um monge de hábito, de costas, diante da imensidão. Friedrich pintou isto por volta de 1808, na Alemanha das guerras napoleônicas, e rompeu com todas as regras da paisagem. Não há árvore, barco nem margem em que o olhar possa se apoiar, só o vazio. Quando a obra foi exposta em Berlim, deixou o público desconcertado, e o escritor Heinrich von Kleist comparou olhá-la a ter as pálpebras cortadas fora, tamanha a sensação de exposição. Friedrich pintou logo depois uma tela companheira, um cortejo de monges enterrando um deles entre ruínas de mosteiro, feita para ficar ao lado desta.




