
Georges Seurat · PD
O quebrador de pedras III
Ficha técnica
A história
Em 1882, Georges Seurat tinha pouco mais de 20 anos e ainda não era o pintor de pontinhos que o tornaria célebre. Passava esse tempo em pequenas tábuas a óleo que cabiam na mão, pintadas ao ar livre nos subúrbios planos a nordeste de Paris, perto de Le Raincy. Interessavam-lhe as pessoas que trabalhavam naquelas estradas e campos: ceifeiros, jardineiros e, aqui, um quebrador de pedras, o diarista que se ajoelhava à beira do caminho para reduzir a pedra a cascalho. Uma geração antes, Jean-François Millet fizera de figuras assim um discurso sobre a dureza da vida no campo. Seurat manteve o trabalhador e deixou de fora o sermão. Buscava algo mais técnico: como um corpo iluminado se destaca sobre o chão ensolarado e como uma cor empurra a outra. Numa tábua que cabe na palma, o quebrador de pedras mal alcança a altura de um polegar, curvado sobre a sua pedra à margem da estrada.




