
O trompetista, com uma cena de banquete ao fundo
Ficha técnica
A história
Um trompetista de chapéu com plumas se debruça numa janela de pedra e toca, e do instrumento pende uma bandeira azul com franjas. Atrás dele, numa sala iluminada, há gente banqueteando à mesa. À esquerda, um jarro dourado sobre uma bandeja, no peitoril um tapete oriental, à direita uma pesada cortina dourada puxada de lado. Dou assinou na balaustrada.
Os estudiosos discutem quanto significado se deve ler ali. Numa interpretação, o trompete lembra a trombeta do Juízo Final, soando sobre quem só pensa em comer e beber, e o jarro alude à pureza. Outros lembram que Dou também queria exibir sua habilidade, pintando brocado, lã e metal com toda a finura possível e citando objetos que um comprador culto reconheceria.
Num leilão em Amsterdã em 1757, o painel foi vendido junto com uma Moça na janela do mesmo pintor, como se formassem um par. Não tinham sido pintados assim, e se separaram depois da venda da coleção de Gerret Braamcamp, em 1771. A moça está hoje em Waddesdon Manor, na Inglaterra, e o trompetista foi comprado em Amsterdã em 1783 para Luís XVI.




