
A utilidade das lágrimas
Ficha técnica
A história
Esta pequena tela já teve três nomes. Jules van Praet, estadista belga que foi por décadas secretário do rei Leopoldo I e colecionava pintura francesa moderna, chamava-a de La Convalescente, a convalescente. Quando os marchands parisienses Boussod, Valadon a venderam em 1894 a Josiah Bradlee, de Boston, ela se chamava La visite, a visita. O museu, que a recebeu por legado de Bradlee em 1903, a chama de The Use of Tears, a utilidade das lágrimas.
Todos os nomes servem. Uma jovem deitada na cama segura a mão de uma velha vestida de preto, sentada ao lado dela numa cadeira entalhada. Bonington a pintou em Paris por volta de 1826 ou 1827.
Patrick Noon, autor do catálogo da obra completa de Bonington, identifica a velha como a criada idosa do próprio pintor. O pintor inglês Thomas Shotter Boys, que conheceu Bonington, lembraria mais tarde que ela morava com ele na rue Saint-Lazare durante sua última doença. Ao que parece, ela também posou para o amigo Delacroix, num estudo de uma velha pintado por volta de 1827.
