
Gustave Courbet · CC0
A Mulher nas Ondas
Ficha técnica
A história
Em 1868, o nu feminino era assunto respeitável nos salões de Paris, desde que viesse embrulhado em mitologia, uma Vênus ou uma ninfa que desculpasse a nudez. Courbet pega essa convenção e tira o disfarce. A mulher que ergue os braços entre as ondas verdes tem carne de verdade, um corpo que parece molhado e pesado, e não uma deusa de mármore. Nesses anos Courbet passava temporadas no litoral da Normandia, em Étretat, pintando o mar em telas quase abstratas de espuma e nuvem. Aqui ele junta as duas obsessões, a onda e o corpo. O horizonte fica bem alto e quase some, e a figura enche todo o quadro. Ela olha para cima, os cabelos escuros soltos contra o mesmo céu carregado que ele vinha pintando naquele trecho de costa.




