
Pintura mural com aves sobre um papiral, do túmulo de Neferhotep
Ficha técnica
A história
Sobre um leque de hastes de papiro, o matagal do pântano fervilha de vida. Há patos, uma coruja, uma poupa e talvez uma garça, borboletas e um ninho, e entre as hastes uma geneta e um icnêumone, o mangusto egípcio, dois pequenos caçadores que os pintores egípcios gostavam de mostrar atacando ninhos no papiral. É o matagal de uma cena clássica de túmulo, a caça às aves nos pântanos. O fragmento vem do túmulo de Neferhotep, supervisor do celeiro do rei, em Dra Abu el-Naga, na margem oeste de Tebas, pintado sob Tutmés III ou Amenhotep II, na 18ª dinastia. O viajante francês Frédéric Cailliaud, mineralogista de Nantes, viu o túmulo em bom estado por volta de 1820, copiou suas cenas e as publicou, a caça nos pântanos e no deserto, um banquete, a vindima e o trabalho no campo. Mais tarde, ainda no século XIX, perdeu-se a localização, e os egiptólogos continuam a contá-lo entre os túmulos perdidos de Tebas. Este fragmento pertenceu ao próprio Cailliaud. O Cabinet des Médailles de Paris o comprou com a segunda coleção dele em 1824, e em 1907 ele passou ao Louvre.




