
A história
Na noite de 26 de maio de 1968, ladrões que tinham se escondido no Palácio Brukenthal durante o horário de visita levaram oito pinturas das salas do primeiro andar. Uma delas era o Ecce Homo de Ticiano, Cristo coroado de espinhos e mostrado à multidão. Ela só reapareceu na década de 1990, quando um emigrado romeno que havia comprado em Viena quatro dos quadros roubados mandou examinar um deles por especialistas. Em 1998 os quatro voltaram. Os outros quatro nunca foram encontrados.
O palácio fica na Praça Grande de Sibiu, a antiga cidade saxã de Hermannstadt, na Transilvânia. Samuel von Brukenthal, governador da Transilvânia sob a imperatriz Maria Teresa, dos Habsburgo, construiu-o no fim do século 18 e o encheu de pinturas, livros e minerais. Suas coleções passaram para a escola luterana da cidade e foram abertas ao público em 1817, o que faz deste o museu mais antigo do território da atual Romênia.
A coleção já tinha sido dividida uma vez antes do roubo. Em 1948 as autoridades comunistas enviaram 19 de suas melhores pinturas ao museu nacional de arte de Bucareste, e elas só voltaram a Sibiu em 2006, um ano antes de a cidade ser Capital Europeia da Cultura. Entre elas estava o pequeno Retrato de um Homem com Chaperon Azul, de Jan van Eyck, pintado por volta de 1430. Ele está de novo no palácio, um homem com um pesado toucado azul que segura um anel entre os dedos.

